Mostrar mensagens com a etiqueta Desabafos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Desabafos. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Será que já vi tudo?

Não tenho vindo até este meu cantinho por falta de tempo. Mesmo! Parece desculpa esfarrapada mas não é.
 
Não sei para onde me hei de virar mas os compromissos profissionais têm de se cumprir.
 
Ora bem, uma semana e meia atrás dei teste aos alunos do Curso Vocacional (nível 9º ano), que este ano me calhou em "rifa". Uma aluna faltou porque foi ao médico e entretanto o teste ficou marcado para ontem, às 17:00 (entretanto os alunos têm estado a fazer estágio).
Pois bem, elaborei o teste e lá me dirijo eu à escola para dar o teste à aluna. Ela entra na sala, senta-se e começa a olhar para o teste e a virá-lo, a virá-lo com cara de quem não percebe o que estava lá escrito.
 
Desenrolou-se então, o seguinte diálogo:
Eu: Ó J., tu estudaste para o teste?
J: Acha stora???
Eu (Até engoli em seco): Bem, se fosse eu que viesse fazer um teste, teria estudado!
J: É só um módulo... Mesmo que chumbe ao módulo, para o ano vou para o Vocacional (o secundário)...
 
E pronto, entregou-me o teste com 98% das questões em branco! E para a próxima segunda feira vou ter que elaborar novo teste para esta menina e mais 4 colegas fazerem recuperação.
 
Vejam bem ao ponto a que chegámos...! É por isso que se torna tão ingrato dar aulas a alguns alunos. É também por isso que muitas vezes nos revoltamos... Enfim, é melhor nem dizer mais nada...
 
Agora que já desabafei um pouquinho, vou continuar a fazer o relatório de uma formação que fiz. Pode ser que vá mais inspirada. Ou não ...
  

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Desabafo...

Este ano tenho uma Direção de Turma de pestinhas. Meninos e meninas de uma turma de 7º ano, em que as aulas ainda só começaram há um mês e já há uma série de participações disciplinares.
 
Na sexta feira fui de fim de semana para casa de meus pais. Regressei hoje, segunda feira. Às nove da manhã estava a ver o correio: tinha lá um mail da professora de Português por causa de dois meninos aos quais a professora tinha marcado falta disciplinar, na quinta feira passada. Mais tarde, quando vou a entrar na escola, o professor C. vem ter comigo e diz-me que tinha estado com dois alunos  da minha Direção de Turma, no Gabinete de Apoio ao Aluno (os alunos são enviados com uma tarefa para este gabinete quando são convidados a sair da sala de aula por estarem a perturbar). Eu respondi-lhe que já sabia. Pensava eu que sabia ...  Quando chego ao pé de uma funcionária para ir buscar as folhinhas que o professor C. tinha lá deixado para mim, verifico que afinal não eram dos alunos de quinta feira, mas de dois alunos que tinham hoje levado falta disciplinar. Um dos alunos de hoje foi o mesmo de quinta feira. E assim, este aluno já tem três faltas disciplinares.
Da outra vez telefonei ao pai a contar o sucedido. O pai conversou e deu uns açoites ao seu educando. Hoje enviei mail ao encarregado de educação.
 
Valha-me Deus e todos os santinhos, este ano as coisas estão a correr menos bem.
 
Já houve duas reuniões com pais e encarregados de educação. Uma das mães já ameaçou abrir um processo contra uma professora...
 
Concluindo: o papel de um Diretor de Turma pode ser, e é, em muitos casos, muito ingrato!

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Será normal?

Olá minha gente!
 
Ando um pouco fugida do blogue, eu sei, mas este ano o tempo escasseia e quase que nem sei para onde me virar...
 
Não estou em mim!
Digam-me lá se é normal a Diretora de Turma  (DT) de uma turma de 10º ano do ensino profissional, numa escola secundária onde dou aulas, dar-me "chá" porque eu na primeira aula da primeira semana de aulas marquei falta a um aluno porque ele chegou atrasado. E ainda teve o desplante de me perguntar se eu mantinha a falta ou se retirava. (As aulas começaram numa segunda feira, a nossa primeira aula foi numa quinta feira, da parte da tarde). Mas isto será normal??? Ou sou eu que vivo noutro mundo? Será que se eu chegar atrasada, seja na primeira ou na última aula, o funcionário não me marca falta? Será que não devo cumprir com as minhas obrigações e ser responsável? Alguém me explica qual a diferença entre  o primeiro dia de aulas para meninos de 15, 16 e 17 anos e o segundo ou o último dia de aulas? É que hoje de tarde ouvi ralhete da DT pelo que aconteceu. Helpppppppppppppppp...

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Estou desiludida, claro que estou desiludida!

 
No mês passado andei a fazer uma formação no local de trabalho. Estava relacionada com a plataforma Moodle. Internet, informática, por aí...
 
No último dia da ação teríamos que apresentar todo o trabalho desenvolvido. Numa das sessões foi-nos ensinado a trabalhar com um "novo programa": Apresentações com o Prezi, alguém conhece ou já trabalhou? (É uma espécie de powerpoint interativo)
 
Bem, adiante... eu tenho um defeito enorme que me prejudica bastante, reconheço, mas é-me difícil mudar. Qual é ele? Não consigo dizer não quando me pedem algo ou ajuda para qualquer coisa (apesar de gostar bastante de ajudar, não entendam mal).
 
Adiante... no dia em que o formador explicou como se trabalhava com o Prezi, como nunca tinhamos visto aquilo ficámos meio à nora. Não tivémos tempo para trabalhar com ele na ação e eu em casa fui explorando e fui fazendo uma apresentação. Admito que não achei difícil.
 
 
Adiante... um grupo de três colegas , talvez por terem mais uns anos do que eu não se entendem muito bem com computadores. Pediram-me então ajuda. Claro que eu disse que sim, gosto de ajudar e não recusei. Como não conseguíamos horário compatível para nos encontrarmos as três, estive três tardes com cada uma delas individualmente e fiz-lhes o trabalho e expliquei-lhes como deviam fazer quando elas fossem apresentar o trabalho ao formador e colegas. Até aqui tudo bem.
 
 
Esta semana soube que uma professora da escola fez anos. Estava eu sentada numa mesa, quando uma das colegas a quem eu fiz o trabalho se vem sentar na mesa. Como ela é do mesmo grupo que a aniversariante perguntei-lhe quantos anos a F. tinha feito. Acho que é uma pergunta normal. Respondeu-me que não sabia nem queria saber e acrescentou "se queres saber, pergunta-lhe". Usou mesmo um tom um pouco bruto. Respondi que claro que perguntava quando estivesse com ela. (A aniversariante e esta colega não se dão muito bem apesar de terem que trabalhar juntas). Passados uns breves minutinhos, a colega vira-se para mim e diz-me, ah ela fez X anos (e disse-me a idade). Olhei espantada para ela e saiu esta conversa:
Eu: mas há bocadinho disseste-me que não sabias quantos anos ela tinha feito ...
Colega: pois disse, mas sabia, foi só para mostrar que ela não me interessa ...
Eu: mas isso não tem nada a ver. Escusavas de me ter dito que se eu queria saber que lhe perguntasse a ela (ela aniversariante, bem entendido).
Colega: Ah ... e não acrescentou mais, virando para outro lado.
Em resumo, eu ainda lhe fiquei a dever dinheiro é o que é!
 
Sei que está longo o post, e chato, mas parece que não tenho capacidade sintética.
Sei que parece conversas e coisas de crianças. Mas, digam-me, não ficavam um pouco chateadas ou pelo menos desiludidas com esta atitude/respostas da minha colega depois de tudo? Acho que foi um "abre olhos" para mim. O que me dizem, estou a fazer uma tempestade num copo de água? Como analisam isto, vocês que estão de fora?
 
 

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Crise? Fome nas escolas? Onde??


Na passada sexta-feira fui almoçar ao refeitório da escola. De tarde combinei com uma colega ajudá-la a fazer um trabalho e para não andar para trás e para a frente optei por almoçar lá. Gostei da ementa: canja de galinha, bacalhau gratinado com broa e salada de alface e cenoura, fruta (maçã, kiwi ou laranja), pão e água. Os pratos são bem cheios e quem quer pode repetir quer a sopa, o prato ou a fruta e levar o pão que entender.
Ora bem, o que tem isto a ver com o título do post? Passo a explicar: na minha escola existem muitos alunos a frequentar o ensino profissional. Estes alunos almoçam de graça, ou seja, não pagam absolutamente nada pela refeição!!! No entanto são poucos os que vão almoçar à cantina! Crise??? Onde???
Enquanto almoçava verifiquei que alguns alunos deixavam o prato quase todo cheio de comida!!! Quando saí do refeitório vi no chão uma maça a qual só tinha sido dada uma dentada! Como é possível isto acontecer nos tempos que correm???
Torno a perguntar: será que as notícias que vejo na televisão que dizem que há crise, pessoas a passar fome, alunos sem comer, … são reais? Será que os jornalistas ao noticiarem estas notícias se referem ao nosso país? Duvido!!!
Desculpem a minha ironia, pois sei bem que existem muitas pessoas e alunos que passam fome. E eu sou sensível a isso e ajudo no que posso, mas ao ver determinadas situações sinto revolta. Tantas pessoas necessitadas, carenciadas a passar fome e depois assistir e ver pessoas a desperdiçar comida, é caso para uma pessoa se revoltar!

 

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Como é que é????


Hoje de manhã dirigi-me a uma farmácia que abriu há poucos meses para comprar duas caixas do produto que uso para o cabelo e aviar uma receita de um medicamento para a tiróide. Entrei, tirei o ticket e esperei que chegasse o meu número. Quando fui atendida pedi as duas caixas do Neogenic e entreguei a receita do medicamento. A rapariga foi lá para dentro, ouvi-a falar com alguém, regressou até mim e disse-me que não podia aviar a receita porque desde dia 1 de julho que só podiam aviar receitas informatizadas e aquela estava escrita à mão. Ora eu fui ao médico no dia 6 de julho e foi nesse dia que o médico, especialista de Endocrinologia, me passou a receita. Passou-me três vias e nesse mesmo dia aviei a 3ª via. Como agora só tinha 4 comprimidos, e tenho que tomar um todos os dias em jejum, fui aviar a 2ª via.
 
Expliquei isto tudo na farmácia e a rapariga, torna a repetir-me o que me disse, tipo disco riscado. Disse-lhe que eu não sabia que os médicos já não podiam passar receitas à mão, e se ela achava que eu é que tinha de dizer isso ao médico. E ela: ah, se calhar o médico esqueceu-se... 
Tornei a dizer-lhe que já tinha aviado uma receita igual em outra farmácia, que nessa farmácia não tinham dito nada e se agora eu tinha que retornar ao consultório para o médico me passar nova receita e talvez pagar nova consulta. E vá lá que o médico é na cidade (vem de Coimbra dar consultas a Castelo Branco).
E ela a dizer que se eu quisesse fazia-me uma venda suspensa porque se aviasse aquela receita depois voltava para trás. Disse-lhe que não, lógico, e que só tinha ido àquela farmácia porque ficava mais perto do meu local de trabalho e de casa. O que era inteiramente verdade.
 
Disse-lhe para me fazer a conta das duas caixas que tinha pedido para o cabelo (paguei 155 €), fui-me embora, fui até ao centro da cidade até uma das farmácias onde costumo ir, o senhor aviou-me a receita sem colocar qualquer entrave, nada disse sobre o facto de ela estar escrita à mão e lá vim eu com mais uma caixa para dois meses.
 
A senhora da farmácia que não me quis aviar a receita pode ter a certeza que nunca mais lá volto! Certinho e direitinho!!
 
Já vos aconteceu alguma situação do género ou sou eu que sou mesmo azarada?

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Até arrepia...

Hoje uma vizinha e colega de trabalho viu-me na escola e disse-me que tinha falecido mais um vizinho nosso. Parece que há pouco tempo faleceu a vizinha por cima dela. Estava doente: cancro. Tinha cinquenta e tal anos...
 
Ontem faleceu um dos vizinhos do 5º andar. Fiquei meio em estado de choque: um senhor de quarenta e poucos anos, parecia andar bem, partiu uma costela, foi para o hospital e em dois, três dias morreu. Foi ontem o funeral. Como é que é possível? De um dia para o outro ...
 
Ultimamente só se ouve falar de pessoas relativamente novas, na casa dos 40 anos, a morrer. Esta semana faleceu um tio de uma colega minha. Tinha 48 anos. Motivo: ataque cardíaco.
 
Cada vez mais faz sentido pensarmos que devemos aproveitar da melhor forma o momento presente. O futuro, é o futuro. Será que chegaremos lá?


quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Onde pára a educação?

Neste post eu referi que para este ano eu estava com horário zero e então fui obrigada a concorrer. No entanto, em Agosto, fui repescada para a minha escola porque acabei por ter horário: mais alunos este ano na escola, muitas matrículas a nível de 10º ano, ...
 
Tenho horário completo, graças a Deus, mas algumas das turmas são difíceis. Apanhei alunos que não vêm nada habituados a trabalhar e agora já se estão a começar (sim, a começar) a aperceber que se não trabalharem, os resultados positivos não vão aparecer.
 
Uma das turmas que tenho é de 7º ano. Só para terem uma ideia do género de alunos que são digo que, dos vinte alunos que compõem a turma, dezoito, sim leram bem, dezoito são repetentes! A nível de comportamento há casos complicados.
 
Um dos alunos repetentes, um menino com 14 anos, a caminho dos quinze, e a frequentar o 7º ano, não faz absolutamente nada! Está na aula apenas para conversar e perturbar o trabalho dos colegas e o meu! No 1º dia fui com ele falar ao Diretor da escola. Já levou "recados" no caderno para dar conhecimento aos pais de como ele se portava nas aulas, já ficou de castigo durante parte dos intervalos, e não há nenhuma alteração.
 
A diretora de turma já contatou os pais, mas estes têm-se mostrado indiferentes ao que se passa com o seu educando. Uma vez a diretora de turma (DT), via telefone, disse ao pai do aluno para o colocar de castigo. O pai sugeriu ideias. Como o aluno gosta muito de andar de mota (não sei que tipo de mota é), a DT disse ao pai para lhe tirar a mota. Resposta do pai: "e depois quem é que o atura?". Não digo mais nada, penso que a frase deste pai diz (disse) tudo!
 
 
 

terça-feira, 10 de julho de 2012

Horário zero!

Hoje estava eu na escola a tratar de exames dos alunos dos cursos profissionais (sim, as aulas terminaram mas há muito trabalho para fazer. Não é como muitas pessoas pensam: fim de aulas significa férias para os professores!), quando fui solicitada para ir à direção pois o diretor queria falar comigo. Pensei logo para os meus botões: pronto, não tens turmas para o ano!

Se os meus pensamentos valessem ouro... E pronto, fiquei a saber que estava com horário zero, tive que assinar um documento relativo a isso e para a semana vou obrigatoriamente ter que concorrer. E ainda dizem que ser efetivo ou seja, fazer parte do quadro de uma escola, é bom porque temos o lugar garantido. Aqui está a prova que não é bem assim! E não sou assim tão novata no ensino. Nem nesta escola.

Vou então concorrer para a semana. Vai ser a nível de concelho. Mas, para onde se todas as escolas se queixam do mesmo????

Vou pensar positivo e vou acreditar que até setembro vão aparecer mais alunos, mais turmas e que o meu diretor vai conseguir dar a volta e arranjar pelo menos mais um horário! Também temos alunos com necessidades educativas especiais (NEE), o que neste caso implica redução do número de alunos por turma.
Este ano foi a terceira vez que trabalhei com um aluno invisual, por exemplo.

Há uns anos a inspeção foi à minha escola e alguns professores iam ter aulas assistidas. Antes de ser informada que eu era uma das professoras escolhidas para "ser assistida" eu já sabia que iria ser escolhida. E porquê? Porque numa turma que eu tinha nessa altura, uma turma de 9º ano, estava uma menina invisual. Além disso eu leciono Matemática. E era lógico que os Srs inspetores tivessem curiosidade em ver como é que eu trabalhava, tendo  lá uma aluna cega. Sim, devemos mesmo usar esta palavra! E quando falamos com eles devemos mesmo utilizar o termo "ver". Por exemplo, às vezes em conversa com a C. eu perguntava-lhe "C. ontem viste a novela?" Falamos normalmente.
Na altura essa menina andava no Conservatório (ela sempre adorou música), tocava extremamente bem piano, chegou a ir à Praça da Alegria e sempre foi muito, muito alegre. E sei que ela seguiu o curso de música. No entanto, perdi-lhe o rasto. Hei-de tentar saber o que é feito dela.

Bem, peço desculpa pela extensão do post, mas os pensamentos são como as cerejas, atrás de um vem logo outro :-)



sábado, 28 de abril de 2012

O Bobby já está no descanso eterno

Este fim de semana está a ser muito triste para mim. Já não vou tornar a ver, a falar, a fazer miminhos com "alguém" que eu adorava.

Eu explico melhor: na aldeia dos meus pais, havia umas pessoas que tinham um cão mas eles nem queriam saber do animal. Por ali andava. Nós cuidávamos dele, dávamos-lhe comida, festas, faziamos-lhe companhia, e ele a nós, ...
De manhã, à hora do pequeno almoço, o meu pai vinha à porta, assobiava-lhe e lá vinha o Bobby todo contente comer. Ele não gostava de granulado, então a minha mãe cozia arroz para ele com alguma carne, ou fazia esparguete com carne picada, havia ossos do frango assado. Sopa ele não gostava, doces também não. Gostava daquelas fatias de queijo Terra Nostra que às vezes eu lhe dava. À hora de almoço lá vinha ele papar. Dávamos-lhe o jantar à hora certa. Às vezes quando eu ia fazer uma caminhada, ele não se via em lado nenhum mas de repente lá aparecia ele a correr todo contente. Era uma alegria... Adorava enfiar-se no meio dos pinheiros tipo à caça. E adorava deitar-se ao sol. Tantas recordações...
Às vezes o meu pai vinha da rua, chamava-me e dizia-me: "Cristina, o nosso Amigo já está aqui."

Sim, porque o Bobby era um Amigo!

Nós afeiçoamo-nos muito aos animais. Eu adoro animais, seja lá quais forem. Há uns tempos vi um sapo no meio da estrada quando ia levar coisas à reciclagem, lá peguei eu no sapo e pu-lo onde os carros não pudessem passar por cima dele.

E ontem, a minha mãe tentou ligar-me às 20:40 (na contatos do tlm tenho escrito "Mãe"). Eu tinha o tlm desligado. Liguei-o às 20:43, liguei para casa e quando o meu pai falou vi logo que tinha acontecido algo mau. A voz dele estava estranha. Então disse-me que tinha uma notícia triste para me dizer. Parece que adivinhei: respondi logo "não me diga que o Bobby morreu". E o meu pai "é isso mesmo". Morreu atropelado. Bem, desabou tudo. Já não consegui dizer mais nada. Depois foi só chorar, parecia uma barata tonta em casa. Deitei uma data de gotas diretamente para a língua (Florais de Bach - Rescue Remedy) para tentar acalmar e enfiei-me na cama.

Hoje não estou melhor. Daqui a pouco vou para a aldeia e vou ter que passar onde ele morreu, e não vou estar mais com ele.

Peço muita desculpa pelo post extenso, pelo desabafo pois é disto que se trata. Peço desculpa por estar assim por um animal, mas quem me conhece sabe que sou bastante sensível e era um cãozinho que não fazia mal nenhum a ninguém, era mansinho, pequeno, devia ter cerca de 3 anos, já não me lembro bem, era um Amigão. Espero que não tenha sofrido, que tudo tenha sido instantâneo. Não compreendo porque é que certas coisas acontecem. Desculpem. 


E aqui está uma fotografia do Bobby, tirada no dia 31.12.2011. Está em cima de um muro, junto a uma oliveira e ao sol, que ele tanto gostava.


quarta-feira, 18 de abril de 2012

Elas não matam, mas moem...



(imagem retirada da internet - google imagens)

Já me desiludi muitas e muitas vezes. Devido à minha maneira de ser tenho apanhado cada desilusão que nem imaginam...

Hoje mais uma vez me decepcionei! Mais uma vez, com uma pessoa que para mim é (?) bastante importante. Mais uma vez com a mesma pessoa...

Acho que, infelizmente, as Amizades já não são o que eram... Ou então sou eu que espero demais dos outros... Talvez eu pense que os outros são como eu... sei lá. Meu Deus, sou tão ingénua!!!

Já devia ter amadurecido em muita coisa, já tenho idade para isso, já tenho idade para não ficar triste nem machucada com determinadas coisas, mas pelos vistos não é bem assim. Já devia ter erguido um muro, uma defesa, para não deixar que determinadas coisas me afetassem, mas elas afetam. Gostava de não ser assim sensível... Desculpem, foi um pequeno desabafo.